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Por mim
Começo mais uma viagem,
Termino uma idéia,
Floresce a vida,
Fujo de mim, me perco daqui
Esqueço de tudo, esqueço problemas
Então eles voltam, para virar
Mais um poema.
Começo de novo, mais uma história.
Saio de lá, me perco aqui,
É quando a paz me invade
Minha alma se desprende e viaja
Meus caminhos inexistem
Eu deixo de existir
Só há palavras
Palavras que juntas formam sentido
Talvez não muito, talvez nenhum
Mas o que importa se faço o que gosto?
Gosto de escrever fugindo de mim
Mesmo que em cada vírgula,
Eu volte do ponto para lá.
Pego no lápis para me achar
Mas é quando escrevo que me perco de vez
Para mundo distantes nas linhas e palavras
Rabisco num papel branco,
Aparecem letras formando palavras,
Meu coração novamente dispara,
Um trunfo, um orgulho,
O meu filho pródigo,
Também a ovelha negra.
Faço isso para me achar,
Mas me perco nas entrelinhas
Junto com o sentido de tudo
E me reencontro nos pontos finais.
Ma...mas...é tão forte!
Esse desejo de matar!
Essa raiva presa, sem sentido!
Te matar me libertou!
Mas queria me prender novamente!
Me prender em teus braços!
Mas isso aconteceria, menos dia, mais dia,
Eu sabia, sempre soube,
E você também, no fundo sabia que sim
Que eu não ia suportar tanta felicidade,
Que eu não ia conseguir viver assim,
Por isso te matei! Eu te amava demais!
E você era meu!
Não, não me perdoe!
Eu não te perdôo por me fazer feliz!
Sim confesso, fui eu!
Fui eu quem tirou seu sangue,
Fui eu quem rasgou sua carne.
Não, por favor, não me olhe assim.
É mais forte do que eu, sempre foi,
É mais forte que meu amor por você,
Como queria poder voltar atrás...
Não cortar sua pele, não olhar em seus olhos,
Não ver a morte estampada neles.
Não posso pedir perdão, não o mereço.
Mas como eu queria que você me concedesse.
Oh, sim, meu amor, eu queria tanto!
Pense nos momentos bons, pense nos nossos dias felizes!
Nas manhãs de sol, quando andávamos na grama úmida de orvalho,
Nas manhãs de chuva, quando deitávamos em frente a lareira e riamos.
Lembre-se de nossas lágrimas, pense em nossos sorrisos!
Tantos dias juntos! Tantos dias felizes! Até dos dias tristes sinto falta!
Sinto falta de você, do seu calor, do seu amor!
Sinto falta de você, dos teus beijos, dos teus abraços!
De me aconchegar em teu peito, de dormir em seu colo!
Não queria que terminasse assim, você sabe que não.
Mas nosso filho merece a vida!
Ele tem o direito de ter uma amor como o nosso!
Não posso tirar isso dele! Não devo! Não vou!
Sim, ele será nosso último elo,
Ele fará com que você viva de novo!
Me arrasto até o telefone,
Ligo para o hospital,
“Suicídio...arrependi...ajuda”
Eu desmaio, acordo no hospital,
O médico me dá a notícia,
Eu vou melhorar, nosso filho está bem,
Por ele vou continuar aqui,
Por ele e por você.
Até que chegue minha hora,
Farei dele muito feliz,
Não deixarei que as tristezas do mundo
O façam desistir,
E prometo não dar a ele outro pai,
Você foi o último...
Q coisa esse blog!!! Tem limites de caracteres!! Mals ae, mandar a mensagem toda picada!
Quero ir embora com você!
Não suporto a dor da saudade,
Vou te encontrar hoje...
A lâmina no banheiro,
Ou a faca da cozinha,
Tem também os calmantes
Escolho a lâmina,
Corto o pulso, sinto o metal frio
Meus olhos fecham...
Uma luz no fim do túnel?
Não, a lâmpada do banheiro...
Sinto o sangue escorrer
A vida indo...penso no nosso filho
Para quem não dei a vida...direito dele!
A vida é dura, é triste, é injusta!
É ingrata, e também e malvada!
Tirou você de mim, tirou o pai do meu filho!
Vejo um retrato, uma foto, um rosto...
...logo me lembro de você,
Fazendo pose para minha câmera
Com aquele sorriso maravilhoso
Sinto as lágrimas novamente
Onde você está? Cadê você?
No trabalho, toca o telefone,
Do outro lado não é a sua voz.
Chego em casa e você não está,
Então espero você chegar,
Só então lembro daquele dia,
O pior da minha, o último da sua
Quando aquele bêbado
Interrompeu nossa vidas,
Acabou com a sua, destruiu a minha,
Nos separou! Nos matou!
No banheiro sua escova,
Na sala seus livros,
Na minha boca...ainda seu gosto
No meu peito...saudade,
Na minha mente você renasce
Dia após dia, a todo instante.
Na minha barriga...seu filho cresce.
Ia te contar, mas você foi antes
Antes de eu dizer adeus,
Agora só ficaram as lembranças...
Uma lápide, eu, um filho
Que não vai conhecer o pai
É por esse fato que hoje, 8 de março, é o dia Internacional da Mulher. Essas mulheres foram heroínas, mesmo sabendo dos riscos eles lutaram por seus direitos (que era mínimos, para não dizer inexistentes, na época), com certeza a morte não era uma das possibilidades em que elas pensaram, mas foi o que houve. Dezenas de filhos perderam suas mães, maridos perderam suas mulheres, e muitas mulheres não tiveram a chance de formar uma família. Ninguém se lembrou que as mulheres também são seres-humanos, homens poderosos estavam mais preocupados em fazê-las de exemplo, e fizeram, não foram julgados, muito menos condenados por uma ato cruel e desumano. A mídia e a sociedade não se importaram com as mulheres mortas, simplesmente acharam que foi um “pouco” drástica a decisão desse alguém.
Há alguns anos para mulheres trabalharem em fábricas era necessário que se retira-se o útero, para que assim não engravidassem, causando assim diversos problemas aos donos da fábrica.
Hoje já podemos dizer que nós mulheres conquistamos muitas coisas, mas há muito para ser alcançado. E em algumas partes do mundo ainda há tudo, e não é só o preconceito como muitos acham, esse é só um dos muitos problemas por que essas mulheres têm que passar. China, Japão, Oriente Médio, e grande parte do Oriente ainda trata as mulheres como objetos, apenas peças para reprodução.
Parabéns para todas as mulheres!
Eu ando sozinha por esse pântanos.
Eu ando sozinha pelas trevas.
A vida passa, se vão os anos.
Nada adianta, para que todas essas ervas?
Estou cansada disso tudo,
Olho ao redor não vejo nada,
Quero parar esse absurdo,
É só o querer que não se acaba.
Penso muito, penso em nada.
Olho tudo, vejo pouco,
Ouço coisas, só silêncio
Sinto coisas, até um soco.
Veja que lugar lindo.
Veja que vida boa.
É tudo que vivo pedindo.
Que estranho que isso soa.
Agora que paro pensar
Nas coisas que a vida tem para me dar
Eu vejo que confuso soa!

Plasma, glóbulos!
De um vermelho vivo,
Do gosto acre, doce, nunca definido!
Diversas funções, diversos usos.
Ar! Alimento! Cura! Defesa!
Muito útil! E ainda belo!
Trafega por todo corpo!
Leva a vida! Segurança!
Oh, sim! Eu admiro o rubro líquido!
Trabalhador árduo nas funções vitais!
Mas o mais belo é vê-lo ir!
Deixando para trás um corpo inerte!
Levando consigo toda a vida!
Manchando tudo por onde passa!
É o sangue o mais belo,
Entre todo o corpo humano,
O mais admirável! O mais venerável!
Sangue! O líquido da vida!
Penso se alguém algum dia
vai procurar entender
a razão e o sentimento
que me fazem escrever.
Quem sabe esse alguém
Responda o que eu não consigo,
Ache o que não encontro,
Em nenhum lugar em canto algum.
Não creio que eu chegue a ser
Alguém assim tão importante
Para que queiram entender
O que nem eu posso
Mas peço, por favor
Se houver alguém disposto
à tal empreitada sem sentido
E se encontrar alguma coisa
Me conte, me mostra
Aonde se escondem elas,
As respostas!
O temor chega devagar.
Vem lentamente, calmo
Só então percebo
É tarde!
Já está tão avançado.
Não consigo mais!
Não posso mais!
Me ajude!
É sua culpa!
Só então vejo!
Foi você, é você!
Pare, pare com isso!
Pare de me fazer feliz!
Assim não posso escrever!
Se as lágrimas não escorrem,
Essas páginas não se enchem.
Se não sinto dor como manifestar?
Pare, por favor!
Não, não faça isso!
Não me faça sorrir!
Não me faça rir!
Como pôde?
Eu te amo tanto! E você o que faz?
Tira do meu ser toda a substância
Toda a dor que me fazia criar!
Pare, por favor!
Pare de me bloquear!
Me faça sofrer, me faça chorar!
Eu preciso escrever! Preciso criar!
É assim que me ama?
Mães que choram, filhos que não voltam.
Pais que se foram, irmão que não ligam.
Em todos os cantos, em todo o mundo.
Em todas as línguas, em qualquer dialeto.
Olho ao redor e só vejo terror.
A minha tv mostra cenas de horror.
Do jornal escorre sangue.
Nas ondas do rádio gritos de dor.
A guerra que estoura, o revólver que dispara.
O homem que manda, o homem que atira.
Não há diferença entre os monstros
Se eles todos tiram a vida
De civis, inocentes, ou de soldados, culpados.
Os fins nunca justificam os meios.
Sonhos destruídos, almas desperdiçadas.
Vidas interrompidas, amores despedaçados.
O sangue que suja o chão
É o mesmo que cai na mão
Daqueles que governam,
E daqueles que atiram.
Não importa a posição,
São todos assassinos!